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O que realmente precisa ser enfrentado

     O que realmente precisa ser enfrentado

 

Por Débora Máximo





Você já parou para refletir quantas oportunidades incríveis poderia ter vivido, ou quantas soluções importantes para os desafios da sua vida já poderia ter encontrado, se não tivesse adiado o confronto? Essa sensação de "e se" está profundamente ligada a um padrão de comportamento universal, mas destrutivo: a negação da realidade acompanhada de evitação e fuga.

Longe de ser um sinal de fraqueza, esse é um mecanismo de defesa que a nossa mente usa para amortecer o impacto de emoções grandes demais, como o medo, a dor ou a ansiedade que uma situação real provoca. O drama é que, ao nos proteger do incômodo imediato, essa tática nos aprisiona. Ela não resolve o problema; apenas o congela, impedindo o avanço e o crescimento pessoal.

Imagine que a vida colocou um grande obstáculo na sua frente. Em vez de encará-lo, a pessoa que usa a negação escolhe, inconscientemente, virar as costas. É aí que a evitação e a fuga entram em cena como seus "guardiões" temporários. A evitação é o bloqueio ativo, o ato de fugir ativamente de qualquer coisa que possa remeter ao problema, como a correspondência não aberta ou o desvio de rota para evitar um lugar.

Já a fuga é a distração crônica, o mergulho em atividades que servem como um "anestésico" mental - o trabalho em excesso, o consumo interminável de séries, as horas gastas nas redes sociais. São refúgios que preenchem cada momento livre, garantindo que não sobre espaço na mente para refletir sobre o que realmente precisa ser enfrentado.

Essa tática traz um alívio rápido, quase um suspiro de liberdade temporária. Contudo, essa liberdade é totalmente ilusória. O problema continua lá, nos bastidores da vida, e muitas vezes cresce em volume e complexidade, esperando o momento de cobrar um preço mais alto.

Como identificar se você ou alguém próximo está adotando essa rota de fuga? O comportamento é sutil, mas deixa rastros claros. Há uma tendência a dizer que "não é nada demais" ou que "tudo vai se resolver sozinho", mesmo diante de evidências em contrário - a arte de minimizar - onde a pessoa está ativamente racionalizando a inação para não sentir a urgência de agir.

Outro ponto é o chamado Jogo da Culpa: é mais fácil e mais confortável transferir a responsabilidade, onde a negação encontra culpados externos - o trânsito, a sorte, a atitude alheia - poupando o indivíduo de ter que tomar uma decisão difícil. Note também a procrastinação estratégica: as tarefas realmente importantes são constantemente adiadas, e o tempo é preenchido com atividades de baixa prioridade, mas de alta recompensa imediata e fácil, mantendo a mente ocupada e distraída.

Por fim, observe a esquiva de conversa: sempre que o ponto sensível é tocado, a pessoa habilmente desvia o assunto, coloca uma piada ou demonstra irritação excessiva, em uma reação de defesa para proteger a "bolha de negação" que ela construiu. Reconhecer que estamos nos afastando da realidade é, paradoxalmente, o primeiro passo para recuperar o controle. É a chave para permitir que a vida real, com todos os seus desafios e, principalmente, com todas as suas recompensas, volte a fluir.






Reprodução

Divulgação
Débora Máximo é influencer e graduanda em Psicologia

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